Irã afirma que espera "a frota naval dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz"; e acusa suas forças de fugir, recuando a esquadra por mil quilômetros
Segunda 09/03/26 - 23h05A tensão no Oriente Médio ganhou novo capítulo neste final de segunda-feira.
O porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, major-general Ali Mohammad Naeini, declarou que as forças armadas do país estão "aguardando a frota naval dos EUA no Estreito de Ormuz" e que o fim da guerra "está nas mãos do Irã" .
A declaração é uma resposta direta ao presidente americano Donald Trump, que mais cedo afirmou que a hidrovia "permanecerá segura" e alertou que "o preço será incalculável" para o Irã se o país tentar atacar qualquer navio na região .
Trump também ameaçou, em suas redes sociais, atingir o Irã "vinte vezes mais forte" caso o fluxo de petróleo seja interrompido, prometendo "morte, fogo e fúria" .
Naeini ironizou a posição americana, afirmando que, ao contrário do que Trump declarou, os navios e caças dos EUA "fugiram da região e estão posicionados a uma distância de mais de mil quilômetros para evitar os poderosos mísseis e drones do Irã" .
O porta-voz alertou que, se os ataques entre EUA e Israel continuarem, o Irã "não permitirá a exportação de um único litro de petróleo da região" .
O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo, permanece parcialmente fechado .
Dois grupos de ataque de porta-aviões dos EUA foram mobilizados no Oriente Médio: o USS Abraham Lincoln, no Mar Arábico, e o USS Gerald R. Ford, que após transitar pelo Canal de Suez, está posicionado no Mar Vermelho .
Enquanto isso, cerca de 20 mil tripulantes permanecem a bordo de navios no Golfo Pérsico aguardando a normalização do tráfego marítimo, e ao menos nove embarcações comerciais já foram atingidas na região, com a morte de seis tripulantes .


