Por 19 a 12 votos e de madrugada, CPI do INSS termina sem relatório final após 7 meses de trabalho e fortes embates
Sábado 28/03/26 - 6h01A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga fraudes no INSS foi encerrada na madrugada deste sábado (28) sem a aprovação de um relatório final.
O parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, foi rejeitado por 19 votos contra e 12 a favor.
O documento pedia o indiciamento de 215 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de parlamentares.
O relatório também propunha a prisão preventiva de Lulinha, que vive na Espanha, sob alegação de risco de fuga.
Após a derrota do parecer, o presidente da CPI, senador Carlos Viana, recusou-se a colocar em votação um texto alternativo apresentado pela base governista.
Em seguida, encerrou a reunião, e a comissão foi finalizada sem um relatório conclusivo.
O texto alternativo, que não chegou a ser apreciado, pedia o indiciamento de 170 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, por crimes como organização criminosa e improbidade administrativa.
Com o fim dos trabalhos, a CPI do INSS se encerra sem um documento final aprovado.
o presidente da CPMI afirmou que cópia do relatório será enviada a todos os órgãos de fiscalização, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
"É uma pena que a gente não tenha completado o trabalho com o relatório completamente aprovado. Eu saio daqui de cabeça erguida de que fizemos o nosso trabalho, que lutamos e demos ao brasil respostas", disse Carlos Viana.


