Mais uma: Paquistão e Afeganistão entram em guerra aberta. Irã e Rússia se apresentam como mediadores. (Estados Unidos e Irã deram sinal de algum entendimento)
Sexta 27/02/26 - 6h22O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, declarou nesta sexta-feira 27 que seu país está em "guerra aberta" com o governo talibã do Afeganistão.
Em publicação, Asif afirmou que a paciência paquistanesa se esgotou e acusou o Talibã de "exportar terrorismo" e privar os afegãos de seus direitos .
A declaração ocorre após uma escalada militar nos últimos dias.
Na quinta-feira, 26, a Força Aérea paquistanesa bombardeou alvos em Cabul, capital afegã, e nas províncias de Kandahar e Paktia, em retaliação a um ataque transfronteiriço afegão que teria matado soldados paquistaneses .
As autoridades afegãs confirmaram os bombardeios e afirmam que o Paquistão atingiu áreas residenciais.
Em resposta, o governo talibã lançou uma "operação militar em grande escala" na fronteira, atacando postos militares paquistaneses e alegando ter capturado dezenas de soldados inimigos - informação negada por Islamabad .
Os números de baixas são divergentes. O Paquistão afirma ter matado 133 combatentes afegãos e destruído 27 postos .
O Afeganistão, por sua vez, diz ter matado 55 soldados paquistaneses e perdido oito de seus militares .
O governo paquistanês acusa o Talibã de abrigar grupos terroristas como o Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), conhecido como Talibã paquistanês, que realiza ataques contra o país a partir do território afegão. Cabul nega a acusação e afirma que não permite o uso de seu solo contra vizinhos .
A comunidade internacional reagiu com preocupação. Rússia e Irã ofereceram mediação, e a ONU pediu que ambos os lados protejam civis e retomem o diálogo diplomático imediatamente .


