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Mensagem: A DESPEDIDA DAS FITAS, DAS PENAS E DOS CAXANGÁS No último domingo, 16 de agosto de 2026, ocorreu a despedida das fitas, das penas e dos caxangás. Depois de celebrarem Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e o Divino Espírito Santo, os Catopês subiram o morro, a marujada voltou para a catarineta e os caboclinhos adentraram mata a dentro. Montes Claros fica radiante com esta que é uma das mais importantes manifestações da cultura popular, com mais de dois séculos de tradição. Não avistamos os mestres Joaquim Poló, Anísio, João Faria, Miguel Sapateiro, Zanza e Zé Expedito, que agora alegram os anjos e outros seres celestiais. Em compensação, novas figuras encantam os montesclarenses e, principalmente, os ausentes. O ponto alto dos cortejos é a Igreja do Rosário - agora com seu novo Cruzeiro - e o comportamento entusiasmado do público atento que margeava as ruas, celebrando a ancestralidade da cultura montesclarense. Os montesclarenses estão fortemente ligados ao folclore de forma empírica — aliás, Montes Claros é, sabidamente, um reduto cultural. Mais uma vez, a festa ofereceu a nossa gastronomia catrumana, desde o feijão-tropeiro até o tradicional arroz com pequi nas barraquinhas da Praça da Matriz. Os artistas da terra foram um show à parte, encantando as crianças, adolescentes, jovens e a terceira idade. No final, fica sempre no pensamento aquela cantoria tradicional: “Ô, Montes Claros, ô Montes Claros, terra de grande beleza, foi Arraial das Formigas e se transformou numa linda princesa”. Até 2027. XVIII – VIII – MMXXVI (*) José Ponciano Neto é escritor, historiador, Diretor Financeiro da Academia Maçônica de Letras do Norte de Minas e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros.
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